sábado, 16 de agosto de 2014

Morte de Eduardo Campos e um espaço à necrofilia da arte

Em homenagem ao excelentíssimo Senhor Eduardo Campos e seus séquitos inconformados com a perda de seu ídolo. Não vejam isso como um tipo de ofensa, mas apenas como  uma reflexão crítica. Se outrora, como lecionou Marx, a crítica da religião foi a pré condição de qualquer crítica, hoje faz- se mister a crítica da imprensa e de seu caráter formativo. Sem nos delongarmos nesse encômio vamos ao poema:

A Necrofilia da  Arte

Gilberto Gil
A necrofilia da arte
Tem adeptos em toda parte
A necrofilia da arte
Traz barato artigos de morte
Se o lennon morreu, eu amo ele
Se o marley se foi, eu me flagelo
Elvis não morreu, mas não vivo sem ele
Kurt cobain se foi, e eu o venero
A necrofilia da arte
Dá meu endereço a quem não gosto
A necrofilia da arte
Faz compreender quem não conheço
Zunfus trunchus que eu nem conhecia
Virou meu star no outro dia

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